sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Santo da semana: Santo Agostinho de Hipona

Nascido no dia 13 de novembro de 354 em Tagaste, localizado no norte da África, Agostinho era filho de Patrício, pagão voltado para o materialismo, e de Mônica, muito cristã que depois se tornou santa.

Aos 17 anos se mudou à Cartago para estudar e lá se dedica na leitura de livros.

Agostinho tinha uma influência muito grande em relação ao comportamento do pai, e seguia o mesmo exemplo de querer o materialismo e os prazeres da carne. Além disso, tinha um coração vazio e inquieto. Não se achava feliz e procurava a felicidade em diversos lugares, porém não encontrava.

Sua mãe sempre o aconselhava a frequentar as pregações de Santo Ambrósio e a seguir Jesus.

Foi uma longa caminhada e luta para transformar o coração de Agostinho. Em agosto de 386, meditando no jardim, ouve uma voz de criança que diz: “Tolle et lege” (Toma e lê). Com isso, toma as Cartas de São Paulo e lê: “Não é nos prazeres da vida, mas em seguir a Cristo que se encontra a felicidade".

Nesse momento se inicia o processo de sua conversão. No dia seguinte, na Vigília da Páscoa, é batizado.

Agostinho decide voltar à Tagaste para se entregar inteiramente ao serviço de Deus por meio da oração e do estudo.

Em 391, de visita a cidade de Hipona, foi proclamado sacerdote pelo povo e ordenado padre pelo bispo Valério. Já em 395, foi consagrado bispo da cidade, que mais tarde deu significado ao seu nome “Agostinho de Hipona”.

Ele começou a viver em comunidade na pobreza e partilha. A comunidade eclesial de Hipona estava formada em sua grande maioria por pessoas pobres. Agostinho ensinava todos sobre a igreja e os ajudava naquilo que podia.

Mas o que ele gostava mesmo de fazer era orar, estudar e escrever. No total, escreveu 113 obras, sem contar as cartas e os sermões. A maior parte dos escritos surgiu por causa dos problemas e preocupações que atormentavam a Igreja.

Porém, dentre todas as obras, duas se destacam por sua genialidade, sendo elas “A Cidade de Deus”, que representa a primeira tentativa de fazer uma interpretação cristã da história e “As confissões”, onde Agostinho manifesta sua fraqueza e mostra que Deus é a verdade absoluta.

As obras e os pensamentos dele ultrapassaram os limites da época e exerceram grande influência na Idade Média.

No dia 28 de agosto de 430 Agostinho faleceu depois de uma longa peregrinação.

Santo Agostinho, rogai por nós! - Foto: Internet

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