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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Testemunho: A minha história com Deus

Olá, a paz de Jesus e o amor de Maria estejam com todos vocês!

O post de hoje trás o lindo testemunho da Juliana Schiming do GOJ Filhos do Céu.

Sempre fui uma menina que frequentava a igreja, vou à missa toda semana, fiz catequese, e, por volta do final de 2008 e começo de 2009 conheci a RCC.

Logo comecei a participar de grupo de oração e retiros. Até então eu tinha uma vida em Deus, servia no grupo e nas missas, mas em 2011, por motivos pessoais, acabei me afastando da igreja e parei de ir ao grupo de oração.

Depois disso, comecei a frequentar lugares, ir em shows e ter atitudes que não condiz com um cristão. Graças a Deus que sempre tive cabeça firme quanto á bebidas e drogas, por isso nunca cheguei bêbada em casa, muito menos usei qualquer tipo de droga.

Nesse período, entre 2011 e 2013, eu gostava muito (e ainda gosto!) da banda Rosa de Saron, na verdade era fanática pela banda e queria ir em todos os shows que tivessem no estado de São Paulo. Com isso, comecei a conhecer pessoas no Facebook que também eram fãs da banda. Acabei me moldando ao estilo dessas pessoas e só brigava com os meus pais por causa de shows. Não foi a banda que me levou para esse caminho, muito pelo contrário, mas me bitolei muito nas atitudes das pessoas.

Isso estava estragando toda a estrutura da minha família, eu mal tinha diálogo com meus pais, porque só queria ficar no meu quarto conversando com essas pessoas.

No segundo semestre de 2013 fui ao grupo de oração jovem Deus Chammá e, o Luizão disse no momento da oração: "Deus está falando para uma menina que está aqui hoje que Ele tem saudade de você e que é pra você voltar pra Ele". Nesse momento fiquei na dúvida se aquilo era realmente para mim. Terminado o grupo, fui cumprimentar o Luizão e ele disse: "Deus está com saudade de você"... e mesmo com tudo isso, não dei muita bola e continuei a minha vida do jeito que estava.

Já no começo de 2014, vi no Facebook que o Grupo Filhos do Céu estaria pregando e conduzindo no grupo Deus Chammá, como eu não tinha nada pra fazer e eu conhecia um pessoal do Filhos do Céu, decidi ir.

Logo que cheguei minha prima Mariane já veio me intimar para ir ao Retiro de Carnaval, mas eu neguei várias vezes...

Nesse dia, eu estava carente e no momento da oração o Rafael, coordenador do Filhos do Céu, disse: "Tem uma menina aqui que veio para o grupo em busca de um amor verdadeiro, hoje Deus fala para você que o amor verdadeiro da sua vida é Ele”, e começou a tocar a música “Ninguém te ama como eu”.

Pronto, foi ai que aconteceu mais um empurrão de Deus na minha vida...

Terminado o grupo, decidi ir para o Retiro de Carnaval. Preenchi minha ficha e, a última semana que antecedeu o retiro, estava com meu coração inquieto, uma ansiedade que não sabia de onde vinha.

No primeiro dia do Retiro de Carnaval já cheguei com vontade de ir embora, mas continuei firme (e valeu muito a pena, pois foi maravilhoso). No domingo na hora do jantar, me deu uma grande vontade de ir à capela conversar com Deus, foi nesse momento que levei uma grande “rasteira” de Deus, abri a bíblia e me veio a seguinte palavra:

"Assim diz Javé: Escutem! Ouvem-se gemidos e pranto amargo em Ramá: é Raquel que chora inconsolável por seus filhos que já não existe mais. Pois assim diz Javé: Segure os soluços e enxugue as lágrimas, porque há uma recompensa para sua dor - oráculo de Javé: eles voltarão do país inimigo; existe esperança de um futuro - oráculo de Javé; seus filhos voltarão para a pátria. Eu escuto Efraim que se lamenta: "Tu me corrigiste e eu fui corrigido, como um garrote ainda não amansado. Faze-me voltar, e eu voltarei, porque tu és Javé, meu Deus. Me afastei, mas depois me arrependi, e ao entender, bati no peito. Fracassei, fiquei confuso, pois carrego a vergonha da minha juventude. Coloque marcos na estrada, finque estacas para sua orientação, preste atenção na estrada, no caminho que você percorreu. Volte, ó virgem de Israel, volte para as cidades que são suas. Até quando você vai ficar indecisa, filha rebelde?" Jeremias 31, 15 - 19, 21-22”

Rasteira é pouco pro que Deus disse não é? (rsrs)

No primeiro momento que li isso, mais uma vez não dei muita bola, mas depois li novamente e realmente caiu a ficha que Deus me queria de volta.

E para finalizar e confirmar tudo isso que Deus estava falando, no sábado seguinte fui ao grupo Nova Aliança, onde teve adoração, e uma das músicas que foi tocada lá era assim "A ovelha sou eu e não conheço outra voz, por isso quando eu fugi, me cansei me perdi, eu procurava outra voz mas não pude encontrar. Hoje posso ouvir de novo a voz do pastor a me chamar, e assim eu compreendi se de ti eu fugir, 99 ou mais deixarás para trás e irás me buscar".

Hoje graças a Deus estou de volta, frequento o grupo Fillhos do Céu, e agradeço muito a Deus por ter me resgatado, e, pelas experiências que estou tendo a cada dia com Ele e com Nossa Senhora.

Aos jovens, deixo uma mensagem: “Vós que estais de pé, cuidado para não cair" 1 Cor - 10, 12
Não deixe se levar pelas obras do inimigo, permaneçam firmes na fé.

Deus os abençoe!

Salve Maria Santíssima!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Testemunho: O resgate para a verdadeira felicidade!

Olá pessoal, a paz de Jesus! O post de hoje é super especial, pois trás um testemunho lindo de uma irmã do GOJ Emanuel.

“Me chamo Jéssica, tenho 23 anos e há quase dois anos Deus me resgatou e me trouxe para a verdadeira felicidade que é poder ter a graça de ama-lo mais que tudo.

Meu testemunho começa com a gravidez da minha mãe que sofreu inúmeras complicações, e por conta disso nasci de sete meses, logo quando meus pais completavam um mês de casados. A partir dai uma grande luta começou, pois nasci fraquinha e peguei uma infecção urinária que me deixou por mais um mês no hospital.

Venho de uma família humilde e por sete anos morei com meus avós paternos na área verde da Vila Gali, na verdade meu avô era como se fosse um pai, pois o meu tinha 19 anos e só pensava em jogar bola.

Mesmo com todas as dificuldades e os problemas de saúde, tive uma infância ótima. Sempre fui uma criança mimada, bagunceira e que aprontava muito. Cresci em berço católico e toda família participada da missa aos domingos.

Fui uma criança muito atormentada, que ouvia vozes e coisas que até hoje não sei definir. Em uma noite, minha tia que morava perto de casa, chegou com minha prima toda ensanguentada com a notícia de que tinham assassinado o tio que eu mais gostava, porém antes desse dia eu já sabia por meio dessas vozes o que iria acontecer, e algo que me marca até hoje é que iria voltar pra me buscar. Depois desse dia as vozes se foram e eu já não via nem ouvia mais nada.

Na pré-escola minha professora disse aos meus pais que a minha fala não era normal, e com isso me encaminhou a uma fonoaudióloga. Após muitos exames, descobriram que eu tinha fissura palatina, que é uma abertura direta entre o céu da boca e o nariz, isso resulta em dificuldades de se alimentar, de respirar e falar, além de problemas psicológicos.

Por conta disso, sempre fui uma pessoa tímida com medo das pessoas e dificilmente falava para não ser zoada, ou que ficassem pedindo para eu repetir algo que havia falado.

Aos nove anos de idade sofri abuso sexual, sem penetração, por um tio que me dizia que se eu abrisse a bora iria mandar matar meu pai, no qual odiava. Guardei isso comigo por um bom tempo.

No período entre infância e pré-adolescência passei por psicólogos e fiz várias amizades que me ajudaram a ser uma pessoa mais confiante. Com isso, fui coroinha e catequista na comunidade Nossa Senhora Rainha dos Anjos.

Já na adolescência, cursando o ensino médio, não gostava de estudar e só pensava em bagunçar, mas mesmo assim tinha o sonho de fazer faculdade apesar de a inteligência nunca ter sido meu ponto forte. Além disso, morria de curiosidade em saber como era ter uma relação sexual, mesmo sabendo que isso é errado antes do casamento.

Com essa grande curiosidade, decidi que queria de fato saber como era ter uma relação sexual. Certo dia,conheci um cara em uma viagem. Começamos a sair e até que um dia matei aula para me encontrar com ele e acabei entregando minha virgindade a um cara que eu mal conhecia. Meus pais descobriram a mentira e depois disso perdi a confiança deles.

Logo após esse acontecimento, comecei a namorar com um outro rapaz, mesmo meu pai não aprovando. Esse namorou durou por quatro anos e meio e nesse período vivi aquela fase de “tudo o que meu namorado fizer, vou fazer também”. Através dele, e de duas amizades, conheci o álcool e as drogas. Me lembro de muitas vezes chegar bem tarde em casa bêbada vomitando pela casa toda, e minha mãe sempre estava lá me esperando e me acolhendo com ternura e amor, além de rezar por mim em todos os momentos.

Aos 18 anos consegui meu primeiro emprego. Terminei com o meu namorado e logo comecei a namorar outro... mas, o ex havia pedido para voltar e eu comecei a namorar com os dois ao mesmo tempo... olha que ponto eu cheguei...

Em relação a minha família, tinha magoa do meu pai por ele ter um relacionamento de paternal de verdade com minha irmã. Na verdade, tinha vergonha e medo do meu pai, pois não tinha a liberdade de pedir nada, e por conta disso fiquei três anos sem falar com ele.

A relação com a minha irmã também era péssima. Minha mãe foi quem mais sofreu com tudo isso, mas nunca perdeu a fé de ver uma filha renovada, longe dessas porcarias que o mundo oferece e que destroem os lares.

Depois de um certo tempo arrumei um terceiro namorado, ficamos juntos por dois anos e acabamos noivando, mas acabamos terminando o noivado passado um tempo.

Passado um tempo, decidi fazer um curso na ETEC de Votorantim, lugar onde fiz novas amizades, amigos que me ensinaram a ser gente de verdade. Parei de beber, deixei um passado sombrio para trás. O que meu ajudou muito a superar todos os traumas e a me fortalecer espiritualmente foi ter participado das reuniões da EJNS, que é um movimento da igreja católica.

Posso dizer que me arrependo do que fiz, aprendi que nunca devemos iludir as pessoas, pois causa danos irreparáveis para a vida de todos os envolvidos.

“Filho de Davi”... essa música marca toda a minha vida, quando a ouvi pela primeira vez num Retiro de Carnaval, pedi com toda a fé que eu tinha que Jesus me transformasse, mudasse para sempre minha vida. No retiro tive a cura da magoa que eu tinha do meu pai e hoje posso dizer que tenho a irmã mais linda do mundo, que eu não trocaria minha vida e minha família por nada.

Hoje tenho um namorado que é um amigo para todas as horas, um companheiro pra toda a vida. Hoje também adoro o meu trabalho e faço faculdade!!

O que tomo de lição de tudo isso é que antes de ser eu mesma, sou filha, irmã, neta e namorada. Faço tudo o que eu posso com amor e dedicação, e, antes de abrir a boca em casa procuro ouvir o que meus pais tem a me dizer. Deus está no comando da minha vida... e eu não troco isso por nada!